Ovação no Metropolitan emociona ROGER HODGSON

Ovação no Metropolitan emociona ROGER HODGSON

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Roger Hodgson e o Brasil tem um longo caso de amor que ontem se fez ainda mais notório na casa de shows Metropolitan. Em visitas frequentes ao País desde 1998 (para nossa sorte!), as “viúvas” do seminal grupo SUPERTRAMP vêm em Roger o representante máximo de perpetuar canções que desde a década de 80 já entraram para a história, dentro daquele arquétipo de CLÁSSICO que só as irrepreensíveis obras musicais conseguem no consciente popular.

Fora de sua ex banda desde 1982, com o encerramento da “outra metade” da mesma em 2011, e sem nunca terem conseguido chegar num acerto para um reencontro, é Hodgson que vem trazendo para os palcos as canções que fizeram história para milhares de pessoas ao redor do mundo. Como suas composições foram as mais populares do repertório do Supertramp, a receita desce perfeitamente para os fãs!

O show foi basicamente bem parecido com o da sua última passagem pela cidade em 2014 (o show foi no Vivo Rio). No formato menos “gélido” de cadeiras em prol das indefectíveis mesas sendo altamente benéfico, porque afinal de contas cabe-se mais gente e faz a plateia se integrar mais. Só me assustou profundamente o vício das pessoas em não soltar o smartphone e não se permitir tanto a experiência vinda do palco! Achei que isso fosse “privilégio” dos mais jovens, mas tudo bem…

E essa foi a grande diferença para os outros shows dele na cidade: o entusiasmo do público!!! Depois da “mais do que tradicional” abertura com “Take the long away home”, se derreteu em elogios ao Brasil antes de afirmar que a próxima canção, a não menos clássica “School”, era a música da sua vida e que o emocionava tanto ao tocar como toda vez que se apresentava em nosso país. O jogo tava ganho!!!

O repertório basicamente em sua maioria é formado pelos mesmos petardos já comuns em seu set-list, compostos para o repertório dos “Supervagabundos”“Dreamer”, “The Logical Song”, “Hide in your Shell”“Breakfast in América”, “Give a little bit”, “Fool’s Overture” (com a teatralidade já tradicionalmente coreografada de toda a banda nos momentos mais épicos, que dessa vez contaram com a presença performática de um bobo da corte meio “bizarro”) e a grande encore com “It’s raining again”.

A exemplo de 2014, os lados B do Supertramp se fizeram presente, como a belíssima “If everyone was listening”, e as mais progressivas de “Breakfast in America”“Lord is the Mine” e “Child of Vision”. De sua carreira solo, “Along Came May” foi a surpresa do seu repertório solo, já que as singelas e apuradas tecnicamente “In Jeopardy”, e “Lovers in the Wind”, a experimental com mensagem ecológica “Death in Zoo”, e a bem rock de arena “Had a dream”, onde Roger sempre rememora seus grandes solos e como também é genial empunhando uma guitarra, em única vez no show, já são de praxe!

A banda que o acompanha há longa data é um show a parte, grandes músicos que pasmem, fazem os fãs não sentir falta dos integrantes do Supertramp nos shows. Mas o encore, foi sensacional! Depois do também tradicional encerramento com “It’s raining again” e “Give a little bit”, a galera não aceitou de jeito nenhum a despedida, não deixava claro que iria embora de jeito maneira, e aos brados de “olê, olê, olê, Roger, Roger” fez o discreto inglês se emocionar e repetir “The Logical Song”, e depois de fazer uma enquete com o povo. Emocionante ver o público formado por gerações das mais diversas, ofuscando a sempre inabalável voz aguda de Roger.

Se depender do que aconteceu ontem, a relação afetiva com Roger é definitiva e longeva. E o excepcional repertório do Supertramp estará sempre nos palcos, para alegria geral de MUITAAAAAAA gente admiradora da mistura única e azeitada de rock progressivo, jazz e pop dos ingleses. Roger Hodgson, apesar de ter dito que não consegue aprender português de jeito nenhum, CADA VEZ MAIS BRASILEIRO!

Por Alessandro Iglesias

 

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