Bob Marley e Peter Tosh são homenageados na Fundição Progresso

Bob Marley e Peter Tosh são homenageados na Fundição Progresso

Na edição deste ano, o festival "Fundição Brasil Jamaica" recebeu os paulistanos do Mato Seco e o cantor Andrew Tosh, acompanhado pela banda original de seu pai.

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Foto por Murilo Borges Silva

Na última sexta-feira (10), a Lapa foi o palco principal para os amantes do reggae de raíz. Desta vez, a Fundição Progresso abriu as portas para uma super homenagem a dois dos maiores ícones mundiais da cena roots: Bob Marley e Peter Tosh.

Foto por Murilo Borges Silva

O relógio marcava exatamente 0h24 quando o jamaicano deu início aos trabalhos junto à banda “Word, Sound and Power”, a mesma que acompanhou seu pai quando deixou os The Wailers, em 1976, formada pelos grandes músicos Tony Chin (guitarra) e George Fullwood (baixo), além dos lendários membros originais Donald Kinsey, Keith Sterling e Santa Davis. Agora, o filho único traz para os brasileiros a turnê “Peter Tosh Celebration – Legalize Tour”, espalhando amor e muita vibração positiva por onde passa.

Com trajes clássicos de sua cultura, Andrew fez jus às origens; escolhendo o amarelo mais vibrante para representar na noite do Rio. A música “Pick Myself Up” abriu a noite e agitou o público com seu sotaque carregado e os dreadlocks balançando a cada pulo. Em homenagem aos 30 anos de morte do pai, o repertório foi recheado de clássicos como “Legalize It”, “I Am What I Am”, “In My Song”, “Crystal Ball”, “Arise Black Man” e, claro, “Johnny B. Goode”.

Foto por Murilo Borges Silva

Aos 49 anos, o músico não é de muitas palavras e interagiu bem pouco com o público. Porém, com a percussão afiada, também não deixou de dançar e agradecer à plateia que, desde o começo, erguia a bandeira Etíope, simbolizando o movimento Rastafari.

Em seguida, foi a vez da banda Mato Seco subir ao palco com o projeto “Marley Experience”, que já vem sendo apresentado desde 2014. Diretamente de São Caetano do Sul, os músicos não pouparam esforços para espalhar sua paixão pelo reggae e já chegaram levando os fãs à loucura. “No Woman no Cry”, “One Love”, “Easy Skanking”, “Buffalo Soldier”, “Redemption Song”, foram alguns dos sucessos perfeitamente executados pela banda, já acostumada com a turnê. O repertório vasto ainda contou com músicas autorais que completaram o show.

Foto por Murilo Borges Silva

O tributo “Marley Experience” começou como uma homenagem aos 70 anos que Bob Marley faria em 2015, porém, o sucesso alcançou um número tão grande de pessoas que, rapidamente, a turnê se espalhou pelo país. Mesmo com uma pegada mais agitada, a banda não deixa de lado os arranjos originais do ídolo do reggae e sempre faz bonito por onde toca. Desta vez, a Cidade Maravilhosa foi contemplada não só com o projeto, mas também com toda a energia desse encontro inesquecível.

Em meio a tanto caos e violência, o grupo não deixou de reforçar seu repúdio ao que contribui para isso.

“O reggae não é só um estilo musical. É também um sentimento, um símbolo de resistência. E a gente está aqui para transmitir toda essa energia para o público”, declarou um dos vocalistas.

As músicas próprias, tocadas mais perto do fim do show, enfatizam o verdadeiro lema da banda.

Texto por Jessica Coccoli
Fotos por Murilo Borges

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